Título da Redação: A vida social vista do camarote

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há mais de 3 anos por Letícia Gorgone


Vive-se hoje uma época em que as pessoas fazem o máximo que podem para se sentirem superiores e para serem tratadas assim. Isso acontece muitas vezes pelo meio financeiro, ou seja, quem tem mais posses e um saldo maior na conta bancária escolhe ficar fora do contexto social dos menos abastados. É um camarote da vida social, a “camarotização”.
“Camarotização” é um termo novo, mas essa separação social sempre existiu. O Apartheid, que aconteceu na África do Sul, de 1948 a 1994, mostra perfeitamente como funciona a vida social “camarotizada”, apesar de ter sido um regime de segregação racial e não econômica. Entretanto, a “camarotização” ocorre de maneira mais sutil que o Apartheid, isto acontece porque os mais pobres não têm acesso ao mesmo trabalho, às mesmas compras, às mesmas distrações, ao mesmo ensino e à mesma vida que os ricos têm por questões financeiras, então essa separação social fica subentendida.
Essa segregação social tem sido mais notadas ultimamente por conta da ascensão da classe média, que passou a ter acesso a muitos recursos que antes apenas a classe alta tinha, como, por exemplo, andar de avião. O desconforto que os mais ricos sentem ao se relacionar com os mais pobres no aeroporto é explícito, mas isso não acontece no avião, justamente porque as companhias aéreas voltaram a adotar medidas mais confortáveis para a classe alta. São áreas reservadas, com assentos diferenciados, mais caros e com mais espaço, não que isso realmente faça diferença. O conforto é apenas uma desculpa para esconder todo o preconceito.
De fato, o rico nunca gostou de se misturar com o pobre, mas não tinha muitos problemas com isso, pois vivia em um mundo separado. Após o mandato de Getúlio Vargas, também conhecido como “pai dos pobres”, a classe alta passou a ter uma convivência real com o pobre. Isso foi “agravado” com programas governamentais de acesso a faculdades privadas e outros programas de inclusão social. Esse novo acesso a recursos fez com que os ricos se esforçassem mais ainda para viverem à parte dos pobres.
A “camarotização” acaba destruindo o conceito de democracia em que todos são iguais, pois, se todos são iguais, todos deveriam também ser tratados da mesma forma. Para serem tratados da mesma forma, os cidadãos deveriam ter acesso aos mesmos tipos de serviços, isto significa que os serviços públicos deveriam ter qualidade para que todos pudessem usufruir destes com prazer. Tendo bons serviços públicos, os mais ricos não precisariam pagar caro para viver em seus camarotes. É necessário também que sejam feitas campanhas de conscientização para que os ricos percebam que os mais pobres são seres humanos igualmente a eles e que não há problema nenhum em se misturar.

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