Título da Redação: "Apartheid monetário."

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há quase 4 anos por Barbara Victoria


No ano de 1994 o mundo presenciou o fim do apartheid na África do sul, um sistema injusto cuja posição social, locais a serem frequentados, produtos destinados e empregos eram determinados pela cor da pele do indivíduo. Nesse sistema, os locais a serem ocupados por negros, não eram ocupados por brancos e vice versa. Atualmente a sociedade brasileira vive um novo tipo de segregação, não tão explicita, porém não menos perigosa: a monetária.
Em meados do século passado, no Brasil, estudantes ricos e pobres frequentavam as mesmas escolas, públicas. Em menor quantidade, porém em melhor qualidade essas escolas uniam a burguesia e o proletariado em um único ambiente, onde a troca de experiências era vívida. Hoje, em pleno século XXI, presenciamos uma regressão da inclusão, ao invés da proliferação de ambientes como o supracitado vemos uma desmedida multiplicação de escolas particulares que prometem educação superior a fornecida pela pública, desde que o aluno tenha condições de pagar as mensalidades exorbitantes, excluindo assim a maior parcela da população, que labuta diariamente para manter as contas pagas. Não sendo contida apenas no ambiente escolar, essa elitização se manifestou em diversos locais do cotidiano: estádios, lojas, shoppings, baladas. Essas áreas são conhecidas como áreas “VIP”, podendo ser frequentadas apenas por aqueles cuja condição financeira for suficiente para pagar preços abusivos pelo simples fato de estar em uma área seleta. Não tão diferente do apartheid africano, que teve consequências desastrosas para a identidade da etnia local, o “apartheid monetário” que está se desenvolvendo no Brasil ameaça seriamente o contato entre as classes sociais.
Tendo em vista as consequências conhecidas das segregações, sejam elas raciais ou monetárias, é imperativo que este processo seja combatido para evitar problemas sociais ainda maiores futuramente. Para que isso se torne realidade o governo deve investir em projetos para diminuir a desigualdade social, pois, em um país onde todos são iguais não existe necessidade de áreas separadas por poder de aquisição, a mídia deve investir em campanhas de conscientização, onde a população entenda a necessidade da diminuição da desigualdade social, e as pessoas devem se conscientizar, a partir de uma analise crítica da sociedade, que pagar mais pelo mesmo produto apenas pelo status é uma atitude fútil e que apenas leva ao empobrecimento cultural da sociedade onde vivemos.

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