Título da Redação: O camarote e a “pista” do Brasil

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há mais de 3 anos por Bianca Ferreira


Em diversas sociedades a população é segregada por suas diferenças, como é o caso da Índia, na qual uma pessoa de casta considerada superior não pode conviver no mesmo espaço com outra de casta inferior. No Brasil, a sociedade, que tem sua base na democracia, está se tornando, cada vez mais, segregada por fatores econômicos e sociais na chamada “camarotização”, acarretando na desvalorização de classes e o aumento de diferenças sociais.
A segregação da sociedade brasileira é bastante evidenciada em atividades de lazer e distração de diversas classes sociais, pois visando atrair pessoas de poderes econômicos distintos, teatros, estádios de futebol e shows, colocam a disposição dessas, ingressos de diferentes valores, correspondentes a áreas mais individualizadas e com certos privilégios, os camarotes ou as chamadas áreas VIP, e a “pista”, principalmente, em shows.
Esse tipo de divisão do público aumenta a ideia de divisão entre classes sociais e diminui, cada vez mais, o convívio entre essas, fato este que pode ser observado na hora da entrada dos shows, havendo entradas distintas direcionadas para cada tipo de público. Além de sustentar a superioridade de determinadas classes em detrimento de outras, fato este que pode ser observado no trecho da música de 2013 da cantora e compositora Valesca, na qual ela diz “do camarote quase não dá para te ver” referindo-se as pessoas que estão na “pista” do show.
Outro fator que contribui para a “camarotização” da sociedade é o crescimento da procura por serviços de empresas privadas, como escolas e hospitais, decorrente da ineficácia dos serviços públicos. Diante disto, o objetivo da democracia que é o de que cidadãos compartilhem uma vida comum, havendo interação entre eles no cotidiano, está sendo ferido, pois pessoas de contextos e posições sociais diferentes levam vidas, cada vez mais, afastadas, não havendo trocas de experiências entre essas e respeito às diferenças.
Portanto, a “camarotização” ao afastar os mais diversos indivíduos, colabora e alimenta a distinção entre classes sociais, ferindo a democracia. Diante disto, cabe ao governo investir em políticas de boa qualidade, que atendam as diversas classes sociais; cabe a mídia e as ONG’s campanhas de não propagação de diferenças sociais ditadas pelo poder econômico; e cabe ao indivíduo o respeito às diferenças e não propagação de ideias preconceituosas em relação às diferenças sociais ainda existentes em nossa sociedade.

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