Título da Redação: O poder aquisitivo em detrimento da cidadania

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 3 anos por Lavínia Beyer Kaucz


Com uma das maiores economias do mundo, o Brasil também abriga uma das maiores concentrações de renda. “Brasil, um país de todos” torna-se uma expressão disparatada e irônica. A constituição prevê igualdade de todos perante a lei, mas os direitos são medidos pelo poder de compra. A nova identidade é o limite do cartão de crédito. Nesse panorama surge uma segregação entre ricos e pobres que se manifesta nas escolas, nos serviços de saúde, em parques e shoppings centers, etc. Serviços públicos não são procurados pelo cidadão brasileiro em geral, mas sim por aquele que não pode pagar pelo privado.
Fala-se muito em igualdade social no Brasil: a pobreza fora por anos realidade para a maioria da população. Com o desenvolvimento de diversas políticas públicas, muitos brasileiros saíram da miséria – porém, a desigualdade entre classes ainda é gritante. As classes baixas recebem um assistencialismo do governo que dificilmente as prepara para sair da condição em que se encontram – é interesse de todos que os cidadãos mais pobres tenham poder de compra, mas não que tenham grandes oportunidades de mudar o padrão de vida.
A qualidade dos serviços públicos no Brasil faz com que se tornem opção apenas para aqueles que não tem escolha. Quem pode pagar por plano de saúde ou educação privada dificilmente irá optar pelo que é de todos por direito. Essa camarotização – privilégio das classes mais altas – acaba perpetuando uma desigualdade social em que o pobre e o rico estão cada vez mais distantes. Isso também acontece nos estádios de futebol, no “shopping para rico” e o “shopping para pobre”; desde a infância, na separação das crianças de acordo com suas classes sociais, em escola pública ou privada.
Portanto, nota-se que o Brasil, apesar de ter uma política esquerdista voltada às classes baixas, não investe no que é realmente necessário, como educação e saúde de qualidade. Os pobres recebem um assistencialismo cego que não lhes confere a capacidade de ascender socialmente. Classe alta e baixa está cada vez mais distanciada, logo seus interesses tornam-se mais distintos. Os serviços públicos devem atrair não somente os que não podem pagar pelo privado; devem chamar atenção por sua qualidade. A desigualdade social será erradicada quando pobres e ricos trabalharem juntos nessa luta, que deve começar pelo simples convívio entre classes.

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