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Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 2 anos por Bibi


A "camarotização" da sociedade brasileira é uma das características que compõe a Globalização perversa. Este termo se refere, sobretudo, à exclusão das classes sociais mais baixas, distanciando-as do desenvolvimento e do crescimento das comunidades. Consequentemente, esses indivíduos têm os direitos de cidadania feridos, além de que as questões sociais são aguçadas. Logo, é preciso ampliar medidas que asseguram maior igualdade.
Segundo o geógrafo Milton Santos, a sociedade vive a Globalização perversa. Esse processo considera que as pessoas desfavorecidas economicamente tendem a não participarem da integração mundial, assim, são cada vez mais excluídos do meio a que pertencem. Como exemplo disso, nota-se que parte dos brasileiros não tem amplo acesso à internet, visto que há regiões muito precárias e de difícil disponibilidade de sinal. Como efeito, estes indivíduos são excluídos de um dos principais meios de comunicação e de informação atual. Somado a isso, existe uma segregação mais evidente: a espacial. Em relação a ela, é possível observar a construção de condomínios fechados em cidades próximas às capitais, tendo em vista que pessoas de classes mais altas passam a residir neles em busca de segurança e conforto. Dessa forma, a segregação social permeia diferentes espaços da sociedade.
Como consequência, os excluídos lidam com uma maior ausência dos direitos constitucionais e os problemas sociais são intensificados nas cidade. Conforme o observado, o Estado não cumpre com eficiência o papel democrático que lhe cabe. Essa realidade pode ser vista, por exemplo, na baixa qualidade do ensino público, situação que reduz a oportunidade de ascensão social dos excluídos, além de ferir o direito à educação e à informação. Há ainda a ampliação de questões sociais, como o precário transporte público e a falta de segurança da população. Por fim, a desigualdade social aumenta, uma vez que a integração global favorece as pessoas que já estão inseridas financeiramente. Com isso, a Globalização perversa mantém uma sociedade dividida em classes e sem igualdade de direitos civil.
Portanto, é necessário investir mais em projetos que beneficiam a democracia. Para isso, o Ministério da Educação deve disponibilizar nas escolas públicas o acesso à internet, por meio de aulas de informática e de salas com computadores, a fim de estimular os indivíduos a pensarem sobre os acontecimentos atuais. Ademais, as Prefeituras devem investir em melhorias para as cidades, por meio da aplicação de verbas nos serviços públicos, no intuito de garantir o direito de cidadania de todos os moradores da região.

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