Título da Redação: Segregação: Um problema anacronicamente atual

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 2 anos por Coelho


A segregação das classes sociais na sociedade brasileira é um problema antigo. Desde séculos passados, classes sociais têm vivido separadas no Brasil, com a formação de bairros ricos e pobres. Exemplo disso foi quando Dom Pedro II construiu a cidade de Petrópolis para viver com a família real, separando a realeza e burguesia da parcela da população de menor renda. E, embora medidas tenham sido tomadas para a resolução desse problema, ele persiste na sociedade brasileira, seja pela negligência da própria sociedade, ou pela sua construção histórica como Estado Nacional.
Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a segregação das classes sociais no Brasil é fomentada pela negligência e compactuação da sociedade. Esse comportamento constrói-se em decorrência da reiterada prática análoga de afastar aquele que incomoda, separar aquilo que não se quer ver, esquecendo da existência do problema. Nesse sentido, em artigo publicado pela revista Le Monde Diplomatique, o antropólogo e cientista político Silvio Braga aponta que a pós-modernidade, em todas as suas contradições, alicerça cotidianamente esse hábito segregacional em suas práticas ideológicas e empíricas. Dessa forma, a sociedade torna-se vítima de suas próprias contradições, omissões e condutas.
Em um segundo plano, a formação cultural e política do Brasil, em semelhante proporção, geram a política segregacionista presente no país. Essa construção pode ser explicada pela cultura segregacional inerente à cosmovisão brasileira, que contribuiu para a construção do caráter moral de grande parcela da população. Nessa perspectiva, em mesmo artigo, Braga afirma ainda que a segregação das classes sociais constrói-se historicamente na formação social do Brasil como traço revelador do passado cultural nacional. Dessa maneira, a imprescindibilidade de superação desse panorama surge como um desafio da pós-modernidade.
A negligência da sociedade paralelamente a formação histórica do Brasil, portanto, consubstanciam a segregação das classes no Brasil. Desse modo, com o intuito de se reverter esse paradigma, O Ministério da Educação e Cultura deve estabelecer diretrizes pedagógicas, por meio de pesquisas e amplo debate entre alunos e professores, para que se construa criticamente a reflexão dos estudantes, em um projeto curricular com maior densidade e aprofundamento analítico, interpenetrado pela alteridade, ética e postura ativa, a fim de que se recrie um novo paradigma de pensamento, desconstruindo as marcas negativas do passado. Ações publicitárias, em mídias como televisão, rádio e internet, em paralelo, devem buscar a conscientização da sociedade. Assim, o alcance e a eficiência dessas ações serão relevantes conquistas sociopolíticas, de modo que se redesenhe um futuro de equidade e respeito.

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