Título da Redação: Brasil: Constitucionalmente laico

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 3 anos por Gabriela Nascimento


Buda, Jesus Cristo, Jah Rastafári, Confúcio, Alah, Maomé (...) todos esses são nomes importantes no quesito religião, entretanto, nenhum deles pregava religião alguma, e sim o amor.
É dever do Estado garantir a laicidade do país nas suas decisões. O direito a manifestação religiosa tem perdido o sentido em uma sociedade cheia de pessoas que acreditam que somente a sua religião é a “correta”.
Partindo do ponto de vista de que não existem certo e errado, mas que os dois são faces da mesma moeda, se um candomblecista maldizer sobre a Igreja, ao passar em frente a uma, o mesmo é tido como herege, mas se um cristão chutar um trabalho candomblecista em uma encruzilhada, é tido como “normal”, pois isso não deveria estar exposto no meio da rua. Outro exemplo muito claro disso, é que mulheres adventistas podem sair na rua com saias e cabelos longos e bíblia em baixo do braço, enquanto mulheres candomblecistas saem com roupas brancas e características da religião de matriz africana e são olhados de canto de olho, evitadas, apedrejadas e negativadas. O fato é que em uma sociedade majoritariamente cristã, as minorias religiosas são instantemente julgadas como negativas, como por exemplo, o candomblé e umbanda. As pessoas endemonizam qualquer religião que não seja a delas, automaticamente invalidando as outras, e tendo como errado – errado para quem? Errado por que? A laicidade ficou só no papel mesmo.
Enquanto as pessoas apoiarem-se no nome de seus respectivos deuses para praticarem o preconceito ou a intolerância para com as outras religiões e não-religiões, não haverá pratica saudável. Conscientizar as crianças sobre a laicidade do país, ou seja, a neutralidade do Estado no quesito religião já iria trabalhar a favor que estes, mesmo entupidos de padrões sociais e doutrinais, não sejam os Inquisidores do futuro, nem os destruidores de terreiros, os pichadores de Igrejas, não chamem o Rastafari de maconheiro devido a sua aparência, não condenem ao inferno os que não tem uma religião, e não ataque pedras em candomblecistas. Assim, conseguiríamos aos poucos desmistificar esse conceito de superioridade religiosa, e pregar a favor do respeito mútuo para com todos.

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