Título da Redação: Etnocentrismo religioso

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 2 anos por Igor Dias


No século XIX, a abolição da escravatura perpassou defasagens de mãos de obra nas lavouras de café brasileiras, o que permitiu a introdução de imigrantes com nacionalidades e crenças diversas no país. Nesse contexto, a atualidade se insere em um cenário tipicamente miscigenado e repleto de religiões culturais divergentes. Entretanto, muitos grupos religiosos impõem suas crenças como superiores às outras, cuja consequência consiste no aumento da intolerância na nação e , com isso, causa inúmeros transtornos no cotidiano dos cidadãos. Assim sendo, convém analisar os fatores que impulsionam a problemática na sociedade.
Em primeiro plano, é notório que a não aceitação das diferenças de culto se inicia em ambientes familiares preconceituosos. Dessa forma, segundo o sociólogo Émile Durkheim , a teoria do fato social seria a apropriação, por parte do indivíduo, dos hábitos do grupo em que convive. Logo, em locais com a falta de incentivo ao respeito e tolerância às religiões alheias, as pessoas tendem a disseminar preceitos e ações repressivas com adeptos de doutrinas distintas da sua própria. Assim, esse pressuposto está ligado com heranças adquiridas ao longo da formação individual, nas quais podem ocasionar a elevação da discriminação e a continuidade do aspecto etnocêntrico brasileiro.
Em segunda análise, a pouca informatização popular sobre a temática se engendra e ajuda na perpetuação de práticas movidas pelo ódio. Historicamente, o baixo conhecimento cultural se conecta às atuações do padres jesuítas na época colonial brasileira, nas quais a catequização dos índios e a proibição de cultos africanos se emergem. Em consonância, nas esferas públicas, essa ignorância populacional é percebida, cuja intencionalidade e preponderância de pensamentos retrógrados se sobressaem nas discussões interpessoais. Ademais, evidencia-se que a contemporaneidade inclui atos e preceitos não condizentes com a atual democracia, em que a liberdade de crença é renegada e esquecida pelos cidadãos.
Destarte, a permanência de características intolerantes relativos às formas de adoração aos inúmeros conceitos de Deus é perceptível e ainda recorrente no cotidiano. No sentido de resolver esse paradigma, o Ministério da Educação e as escolas poderiam, com a participação de integrantes de várias comunidades religiosas, desenvolver debates e campanhas sobre os múltiplos aspectos culturais do território nacional, porquanto, levaria aos assistidos a importância e curiosidades da questão, o que diminui o pouco conhecimento cívico vigente. Paralelamente, os agrupamentos familiares deveriam, com o apoio em documentários, possibilitar a instrução correta no que se referem aos diversos dogmas religiosos da sociedade, por conseguinte, o cidadão terá plena consciente da diversidade étnica e desconstruirá seus possíveis pensamentos desrespeitosos.

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