Título da Redação: Intolerância intolerável.

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 2 anos por usuário anônimo.


O livro a revolução dos bichos, de George Orwell , conta a história de uma granja que revoltada com a situação de opressão em que vivia,cria uma doutrina de pensamento, o Animalismo. Esse, pregava o amor a todos os bichos, mas o ódio a todos os humanos. Em um dos capítulos do livro, Napoleão, o grande chefe da revolução, ordena a morte de todos os animais que não professassem as doutrinas animalistas. Fora da ficção, a intolerância, sobretudo a religiosa, é uma realidade no Brasil. Essa prática desprezível é fruto de vários contextos históricos e, apesar de proibida em lei, ainda é praticada por muitos brasileiros.
Quando chegaram ao Brasil em 1500, impelidos por ideais mercantilistas e de expansionismo da fé cristã, os colonizadores impuseram aos indígenas os seus dogmas católicos, privando-os de cultuarem os deuses ameríndios. Dessa forma, subjugaram os costumes dos nativos, em uma tentativa de aculturação, justificada pelos europeus como uma forma de livrar os “selvagens” de seu estado natural, descrito por Pero Vaz de Caminha como um estado de espírito no qual não há Lei, Fé e nem Rei. Contudo, o que ocorreu foi o não reconhecimento da legitimidade da religião dos indígenas por parte dos colonizadores.
Lamentavelmente, em pleno século XXI, a cultura de intolerância ainda está intrinsecamente ligada a mentalidade nacional. Neste ensejo, religiões como a Espírita e o Candomblé sofrem constantes ultrajes, sobretudo nas redes sociais que, por sua vez, são reflexos da sociedade. A título de exemplo, destaca-se o apedrejamento de uma menina de 11 anos, logo após a sua saída de um culto de Candomblé. Contraditoriamente, uma grande parcela da sociedade brasileira acredita viver em um país desprovido desse tipo de preconceito.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo Immanuel Kant, o ser humano é um produto da educação que recebeu, sendo assim, deve o Estado em parceria com instituições de ensino, propor palestras que visem conscientizar a população acerca da necessidade de se aceitar as diferenças. Ademais, cabe ao Ministério Público fiscalizar atos de intolerância, e ao Poder Judiciário a aplicação das punições já previstas na lei 11.635, aos intolerantes. Dessa forma, educando sempre e punindo quando necessário, o Brasil se verá livre dessas mazelas ocasionadas pelo desrespeito ao outrem.

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