Título da Redação: Margens

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 3 anos por Hermione


A falta de confiança naquilo que não é conhecido ou que é considerado diferente é uma singularidade evolutiva sem a qual o ser humano não sobreviveria. O temor pelo fogo e por animais selvagens são exemplos remotos dessa necessidade. Contudo, na contemporaneidade, esse “instinto” de aversão tem sido deturpado por meio da intolerância, a qual, no Brasil, assume fortes problemáticas com relação às diversas religiões e, paradoxalmente, ainda é um assunto bastante marginalizado.
O próprio histórico da formação da sociedade brasileira evidencia como essa situação foi moldada. Desde tempos coloniais, o catolicismo foi imposto como religião oficial pelos portugueses e se condenava as crenças dos negros, o que continuou durante o Império. Apenas com a constituição republicana de 1891, com o estabelecimento do Estado laico que, ao longo do século XX, outras práticas conseguiram instalar-se melhor no país, embora muito criticadas ou perseguidas, sobretudo, as de origens africanas. Nesse contexto, com cerca de 400 anos de intolerância religiosa institucional e civil, fez-se que esta esteja presente atualmente em grande parte do território, sendo até incentivada, acarretando vários casos de violência, de exacerbação de ódio e de extremismos que alteram a ordem pública.
Não obstante, a legislação e a atenção a esses tipos de ocorrências é incipiente. Atos violentos, humilhações, destruição de propriedades são eventos que se tiverem motivações religiosas não são avaliados por essas causas, uma vez que ainda não há tratamento efetivo em lei para o que seria categorizado como “intolerância religiosa”, provocando uma generalização dos crimes e frequente impunidade. Associado a isso, também corrobora com a segregação de muitas religiões, a comum abordagem, em escolas, de traços religiosos particulares em detrimento da totalidade.
A intolerância religiosa, portanto, é contundente e se encontra à margem de análises formais no Brasil. Assim, o Poder Legislativo deve considerar uma otimização das leis para se adequarem a crimes cujos pretextos sejam religiosos, a fim de intensificar investigações e punir justamente os agressores dessa liberdade individual. Ademais, é imprescindível o papel de escolas e famílias para a formação de uma população mais tolerante. Para isso, professores podem apresentar aos jovens conhecimentos sobre as distintas crenças, enfatizando os ideais de fraternidade, igualdade e liberdade, por meio de dinâmicas e palestras regulares sobre o tema. Já pais e familiares, mesmo que sigam determinadas ideologias, é importante que conduzam a educação de suas crianças com exemplos de aceitação e boa convivência em meio às diferenças, afinal, sem isso, não existiria a vida em sociedade.

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