Título da Redação: O desafio de desaprender a odiar

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há mais de 2 anos por usuário anônimo.


No Brasil e no mundo, a intolerância religiosa é um dos gargalos da sociedade, e isto configura erros passíveis de mudanças urgentes, uma vez que essa briga de doutrinação religiosa não é o que esta prega. Nesse contexto, é primordial esclarecer se essa desordem religiosa tem relação direta com o preconceito advinda das doutrinações intolerantes dos líderes religiosos, evidenciando uma problemática.
Sabidamente, ou deve-se saber, as religiões de raízes africanas sofreram – e ainda sofrem – uma forte repressão do Estado e da sociedade civil. O Brasil Colônia e República usaram a força policial para destruir os templos religiosos que não fossem de origem cristã, isto representou o caráter desumano e destruidor de uma cultura enraizada no país. Hodiernamente, o Estado Democrático de Direito deixa esclarecido a livre escolha da religião e pune os atos de intolerância, todavia, ainda há casos de ataques de desordeiros como o ocorrido no Rio de Janeiro: uma menina foi apedrejada quando voltava de um culto religioso por pessoas que tinham a bíblia em mãos. Dessa forma, fica evidente a falta da aplicabilidade da lei vigente.
Paralelo a isso, há líderes religiosos que doutrinam os seus fies pregando aversão às religiões africanas. Fanáticos religiosos, salvo exceções, afirmam que por as religiões afrodescendentes serem místicas subentende-se que os negros africanos não seguem o “caminho certo” da fé. Essa comparação é tão equivocada quanto o darwinismo social – o homem europeu é mais inteligente que o homem africano, portanto, o europeu deve colonizar e doutrinar o africano –, uma vez que não se deve julgar e comparar a religião de terceiros em relação a sua religião. Portanto, essa ótica tem relação direta com o preconceito que o negro africano sofre desde os primórdios.
Diante dos argumentos supracitados, é substancial que as vítimas desses desordeiros sejam amparadas e esses pseudoreligiosos sofram punições do Estado. Para tanto, cabe ao poder judiciário fiscalizar a aplicabilidade da lei vigente que impede atos de intolerância religiosa, e estudar se essa lei está com brechas para líderes religiosos que pregam o ódio. Cabe, também, o trabalho conjunto do Ministério da Educação, Cultura e a mídia de um Plano Nacional de Combate a Intolerância que envolverá todos os grupos minoritários que sofrem violência física ou psíquica, envolvendo instituições educacionais, programas televisivos e construções de museus que aborde a cultura e religião africana. Parafraseando Nelson Mandela: ninguém nasce odiando alguém, para odiar, ele aprendeu, e se aprendeu a odiar, ele pode aprender a amar.

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