Título da Redação: Padre, pajé e pai de santo

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há quase 2 anos por usuário anônimo.


As diversidades religiosas, embora protegidas pela Constituição, parecem estar arraigadas em demonstrações de intolerância ao longo da história. Devido à conjuntura de discriminações étnicas, a tolerância religiosa tem sido discutida em muitos meios, a fim de buscar a manutenção da liberdade de escolha doutrinária e teológica. Faz-se necessário, assim, elaborar planos macro e micro para minorar a intolerância na sociedade brasileira.
Em um primeiro momento, ressalta-se que as diferenças étnicas estão presentes no âmbito brasileiro há séculos e que, com a chegada dos europeus, o etnocentrismo desencadeou a desvalorização dos índios e africanos. Destarte, aponta-se esse aspecto histórico como um causador da atual intolerância relativa sobretudo às religiões afro-brasileiras. Na tentativa de atenuar tal situação, as mídias retratam as minorias religiosas amiúde de forma estereotipada, gerando a intolerância reversa – o candomblé, por exemplo, é divulgado, mas acaba sendo “comitizado”. Nesse sentido, os intolerantes se tornam mais confortáveis em praticar seus delitos, evidenciando o insucesso da imprensa no intento de diminuir a discriminação religiosa.
Outrossim, o aparato penal trata os crimes de violência contra o sentimento religioso com brandura, não desencorajando de fato tais atos. Frente a isso, outras vias de confronto à intolerância surgem; alguns centros acadêmicos têm organizado palestras com estudiosos do ramo teológico nas quais se discutem de forma criteriosa os fundamentos da tolerância propostos desde a Revolução Francesa pelos iluministas, como Voltaire. Atividades como essas são de suma importância e, gradativamente, disseminam a luta pela liberdade religiosa sem coerção. Todavia, torna-se inviável, estruturalmente, aplica-las com efetividade em nível nacional. É notório, ainda, os efeitos positivos do conhecimento sobre a tolerância e, talvez por isso, a ausência dele nas etapas iniciais da educação seja um dos cernes da dificuldade no enfrentamento das agressões contra as religiões diversas.
Portanto, o Estado e a população em geral anseiam pela plenitude da tolerância, mas as maneiras de busca-la ainda são ineficazes. Primeiramente, o Congresso Nacional pode instituir penas mais intensas para o crime de intolerância e o Governo Federal deve acionar o CONAR para que se faça uma maior fiscalização das retratações das religiões feitas pelas mídias, impedindo a “culturalização” da intolerância. Além disso, o MEC deve propor a tolerância como tema transversal no ensino primário, para reforçar a ética cidadã nesse quesito.

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