Título da Redação: País heterogêneo, laicidade ilusória

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 2 anos por usuário anônimo.


Entre 1939 e 1945, o mundo conheceu um dos episódios mais sombrios desde o surgimento da civilização: a segunda Grande Guerra. Ainda mais sanguinária que a primeira, ela revelou toda a truculência humana, perceptível, por exemplo, nos diversos atos de intolerância religiosa praticados contra milhões de judeus. No Brasil da atualidade, mesmo que em menor escala, observam-se situações semelhantes a essa. A intolerância religiosa continua sendo um problema latente que necessita urgentemente de medidas que o minimize.
De início, é importante decifrar as origens dessa problemática na sociedade, o que nos leva a um passado que remonta ao período colonial: o desejo da Coroa de cristianizar toda a América Portuguesa. Embora exista o discurso do Estado Laico, é indiscutível que o Brasil sempre foi um país predominantemente cristão, ao passo que outras manifestações religiosas ainda são vistas como meras heranças de imigrações e mistura de povos. Não é de se surpreender que as religiões afro-brasileiras são as que mais sofrem com essa intolerância, haja vista que historicamente seus praticantes sempre compuseram a classe mais fragilizada da sociedade, como negros de origem africana. A religião, nesse caso, parece ser vista como uma condicionante intrínseca do perfil socioeconômico dessas pessoas, e portanto mais suscetível à discriminação.
Entendidas as raízes desse mal, é possível perceber por que se trata de uma questão tão difícil de ser solucionada: há, na verdade, um problema de ordem histórico-cultural. Dessa forma, qualquer medida a ser tomada no intuito de solucioná-lo deve atingir as mais diversas esferas sociais, para que, por meio de uma ação conjunta, as melhorias possam ser realmente consolidadas. No entanto, é de caráter imperioso e imediato que o Estado atue de modo a dar mais visibilidade e proteção a todo tipo de manifestação religiosa. Enquanto uma exclusividade como a bancada evangélica for uma realidade, não podemos admitir que vivemos em um país integralmente laico.
Por fim, a escola também pode e deve ser um palco para mudanças. Através de aulas e palestras que suscitem o debate entre os jovens e o respeito a todo tipo de orientação religiosa, em parceria com a família, as mudanças certamente serão percebidas, e o alarmante "status quo" de intolerância, contornado.

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