Título da Redação: Pedagogia da liberdade

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 3 anos por Nando Tomaz


O Brasil é um estado laico. Na prática, esta condição implicaria na asseguração dos direitos humanos e aperfeiçoamento da democracia. Em contraponto, tem-se junho do presente ano e a carioca Kaylane Campos, 11 anos, apedrejada em função da crença na saída da sua congregação candomblecista. Em razão desse contraste entre legislação e execução, a intolerância religiosa persiste como antagonista no ideal humanitário no qual o país se insere, e, para trata-la, o viável é cuidar moralmente do principal ativo desse mal, o próprio homem.
A efetivação da laicidade é capaz de evitar o condicionamento da intolerância e descriminação de crença e credo. Desde 1989, a Lei Caó já definia a temática como crime associado ao racismo. 25 anos depois, em 2014, de acordo com o Disque 100, as religiões de matriz africana e o civil negro prevalecem como os mais lesados num índice de 35,39% de um total geral que também compreende indígenas e brancos. Desempenhar o que o texto legal estabelece é o suficiente para abrandar a parte funcional do problema, contudo, é pouco determinante na fomentação da ética cidadã.
No tocante ao último nexo, a inclusão do debate acerca da fé divina ou seu recesso no currículo da educação básica configurará como meio de compreensão da pluralidade nacional e combate a hegemonia doutrinária. Com formação crítica devida, o civil exercerá o livre-arbítrio sem infringir o do seu semelhante, afinal, “a liberdade de expressão não é inimiga da religião, é sua protetora”, enfatiza o escritor britânico e estudioso da causa, Ian McEwan.
Todavia, atentar para o discurso religioso nas escolas inflamará as camadas conservadoras. Políticos e gestores educacionais do gênero dispõem de meios para inibir a iniciativa, em razão da religião que cultuam, e assim determinam uma censura generalizada. Lutar contra essa determinação arbitrária pode potencializar um conflito entre grupos religiosos distintos. Nada obstante, a não assistência a integração social é um prejuízo de maior expressividade.
Embora muitos acreditem que sim, não há o que legitime a intolerância e o preconceito religioso e, por sua vez, o desempenho da legislação, e a educação por meio do debate representam alternativas para superar o problema. ONGs e movimentos como o Ação Educativa e o Movimento Estratégico pelo Estado Laico (MEEL) são exemplos de forças que pelejam contra a negligencia do direito à liberdade e diversidade religiosa, e divulgam os méritos de uma sociedade mais justa. Logo, um país tolerante, é um ambiente legítimo para a vida de todos.

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