Título da Redação: Por respeito às diferenças

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há quase 2 anos por Eduarda Paseto


A intolerância religiosa se apresenta como uma realidade mundial. Acreditando que detém uma superioridade em relação ao outro, pessoas fazem piadas de mau gosto e agridem física e psicologicamente adeptos à crenças diferentes da sua. O Jornal Charlie Hebdo, por exemplo, ao fazer chacota dos líderes do islamismo, levantou uma série de manifestações e terrorismo por todo o globo, que reforçam ainda mais as discriminações religiosas.
Primeiramente, vale ressaltar que intolerância religiosa no Brasil recorre desde a época da colonização e se manifesta até os dias de hoje. Baseando-se em um etnocentrismo sem fundamentação, os Jesuítas chegam ao Brasil para catequizar os nativos, roubando-lhes uma parte de suma importância em suas vidas. O mesmo ocorreu com o africano que, proibido de manifestar sua crença, teve de recorrer ao sincretismo, ou seja, associação das suas entidades às entidades pregadas pelo homem branco. Já em 2015, Kaylane Santos, ao sair de um culto candomblé no subúrbio do Rio de Janeiro, foi apedrejada e taxada de bruxa e satanista. Tais episódios demonstram a crueldade da intolerância e como essa deve ser combatida.
Outrossim, é válido destacar também que a Constituição de 1988 garante ao Estado brasileiro sua laicidade e a liberdade de expressão religiosa a todos os cidadãos. Em tese, isso assegura uma grande variedade de crendices no território que, de fato, pode ser observada, dada sua miscigenação. Entretanto, faz parte de muitos brasileiros a negação à crenças diferentes das suas, principalmente do cristianismo, visto que essa se apresenta como predominante no país. Prova disso é uma pesquisa realizada pela revista Veja, que constatou que apenas 13% dos brasileiros votariam para um presidente ateu. Cada vez mais enraizado, então, consolidam-se ideias de superioridades nos mais diversos aspectos.
Vê-se, portanto, a necessidade de adoção de boas práticas frente a essa problemática. Para isso, é recomendável que escola e família atuem em conjunto na formação do indivíduo, através de debates e diálogos ativos sobre respeito e igualdade, a fim de construírem pessoas morais e autoconscientes. Além disso, a ação da mídia, através de movimentos na internet e propagandas, disseminando ideais de tolerância e inclusão das pessoas com diferentes opções religiosas, para respeitá-las e aceitá-las como parte fundamental da cultura de toda uma sociedade.

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