Título da Redação: Preconceitos históricos

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há quase 2 anos por usuário anônimo.


Desde o romantismo, os poetas já buscavam a construção de uma identidade nacional, retratando em suas obras o território brasileiro, suas belezas naturais e suas diversidades, tendo como personagens principais o índio, o branco europeu e o negro, que trouxeram para o país suas culturas, crenças e religiões, evidenciando a mestiçagem do povo. Os choques culturais, por outro lado, acarretaram tanto no projeto de catequização dos nativos quanto na demonização de outras religiões, por parte dos portugueses, no contexto do século XVI, apesar de Victor Meirelles ter retratado esse processo de forma pacífica em “A primeira missa no Brasil”. É valido analisar, dessa forma, como um país tão miscigenado tem preconceitos históricos tão enraizados com a questão religiosa.
É cada vez mais comum a publicação de notícias e reportagens relatando atitudes hostis decorrentes da intolerância religiosa. As divergências levam um ser humano, inconformado com a crença de outro, a tentar impor as suas ideologias, embasado pelo pensamento de superioridade de determinada religião. Essa mentalidade autoritária se revela, por exemplo, no caso de uma menina de apenas onze anos que foi apedrejada após sair de um terreiro de candomblé, no Rio de Janeiro. Dessa maneira, tornaram-se frequentes os casos de agressões físicas no país, bem como as violências verbais, as quais ocorrem até mesmo em meio acadêmico.
Diante disso, foi preciso criar meios para combater e criminalizar essas ações de desrespeito, embora ainda existam barreiras que impedem grandes progressos. Fez-se necessária, então, a criação de uma lei que busca proteger cultos religiosos de matriz africana, as quais são mais discriminadas no Brasil. Além disso, estipulou-se o dia 21 de janeiro como o “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”, como forma de conscientização da população. A Constituição Federal de 1988, entretanto, é a principal garantia de liberdade de crença e de repúdio à intolerância. Apesar disso, a problemática persiste, principalmente, devido à falta de educação, tanto formal quanto familiar, que não enfatizam a importância da tolerância à alteridade.
Fica evidente, portanto, que o retrato do brasileiro idealizado pela geração condoreira do movimento romântico não levou em conta os conflitos de ordem religiosa, que perdura até hoje. É indispensável que o Estado, através do poder legislativo, faça valer a laicidade da nação, juntamente com o respeito às crenças, por meio de leis punitivas contra crimes de natureza intolerante. As Escolas, por sua vez, devem ampliar a discussão sobre a tolerância às diferenças, promovendo debates e palestras que tratem da pluralidade cultural e religiosa do país, enfatizando valores éticos de respeito ao que é característico do outro. Pois, segundo o poeta e artista Victor Hugo, “a tolerância é a melhor das religiões”.

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