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Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 2 anos por Denda


A intolerância religiosa no Brasil não é algo recente. A carta de Pero Vaz de Caminha dos anos de 1500 comprova isso, pois deixa clara uma das principais intenções dos portugueses: converter os nativos ao cristianismo. Dessa forma, mostra-se a absurda presunção de superioridade e o desrespeito às culturas alheias. Atualmente, isso se apresenta de forma similar, principalmente quando se prega discursos de ódio baseados no egocentrismo religioso. No entanto, transcorridos vários séculos, é bem contraditório que isso continue em um país que é tão marcado pela miscigenação.
Sabe-se que as liberdades de expressão e de culto são garantidas pela Constituição Federal. No entanto, a incapacidade de aceitar o direito e a liberdade do outro geram casos como estes: menina de apenas 11 anos foi apedrejada após sair de um terreiro de Candomblé, no Rio de Janeiro. Mesmo sendo as religiões de matriz africana as mais atacadas, 35 % dos casos, como relata Secretaria de Direitos Humanos (SDH), a intolerância, respaldada no sentimento de superioridade, é vista em todas e contra todas as crenças, como quando se depredam objetos sagrados e templos de católicos, de protestantes ou de muçulmanos. Dessa forma, além da violação de direitos legais, há, também, o desrespeito à dignidade humana e à cultura de um povo.
Outro ponto é que mesmo o Brasil sendo oficialmente laico, ou seja, a Igreja não pode intervir no Estado, o fato de haver o ensino religioso confessional, o qual defende os princípios e valores de uma religião específica, na maioria das escolas públicas e a colocação de objetos religiosos e santuários em espaços de uso comum, como em fóruns, praças e hospitais contaria a laicidade do país, pois a neutralidade religiosa, haja vista à pluralidade cultural do país, não é realmente vivenciada. Desse modo, mesmo havendo a liberdade de escolha, a intolerância é nutrida, pois há uma sutil imposição da religião oficial dos tempos de Império: o catolicismo.
Logo, para que o país faça valer sua laicidade é preciso que o Estado crie leis que visem o ensino não confessional nas escolas e a neutralidade de crenças nos lugares públicos. E também, que o Judiciário seja eficiente no julgamento e punição dos casos de violência contra à liberdade religiosa. Ademais, a mídia deve ser uma ferramenta que leve a discussão do tema para o ambiente familiar. Isso pode ser feito por meio de telenovelas e propagandas que abordem de forma crítica, amenizando os estereótipos e conscientizando que não há fé pior ou melhor . Por fim, a escola deve abordar através de aulas temáticas as mais diversas crenças, visando instigar o respeito mútuo e a mudança de mentalidade dos alunos. Só assim, com o trabalho e colaboração desses setores da sociedade, a herança maldita poderá ser descartada, dando lugar à ideia do escritor Victor Hugo: a tolerância é a melhor das religiões.

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