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Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 2 anos por Sorriso


Desde as Grandes Navegações, o etnocentrismo foi instaurado nas colônias conquistadas. As terras tupiniquins, por exemplo, foram diretamente influenciadas pelos valores católicos portugueses, o que contribuiu para a subjugação das religiões indígenas e das africanas. Assim, como um legado histórico, a intolerância religiosa foi transmitida às gerações e põe em questão a aceitação das diferenças e o reconhecimento da tênue linha entre calúnia e liberdade de expressão.
As religiões são, desde a antiguidade, uma forma de manifestação humana. Entretanto, o Darwinismo Social alavancou o etnocentrismo e a ideia de que uma cultura ou religião seria mais correta do que outra. Esse fato, por sua vez, ratificou o preconceito contras as diferentes formas de expressão. No Brasil, o legado histórico de uma sociedade escravista subjugou as religiões africanas que, ainda na contemporaneidade, recebem estereótipos falaciosos. Assim, exemplos de violência contra os seguidores dessas matrizes não são corriqueiros, como a notícia da criança de 12 anos apedrejada, infelizmente, por participar de um culto umbanda.
Além disso, o ser humano é aquilo que a experiência faz dele, segundo o teólogo brasileiro Leonardo Boff. Dessa forma, a discriminação de certas expressões religiosas secunda a deficiente educação nacional no que tange ao respeito da prática religiosa para cada indivíduo, sendo o prejulgamento, portanto, um crime de ódio contrário aos direitos da pessoa, cabendo às instituições de ensino a extirpação desse posicionamento errôneo.
Ademais, a intolerância religiosa traz à tona os limites da liberdade de pensamento. Como exemplo de um fato negativo, o massacre do Jornal Charlie Hebdo, na França, levantou o debate sobre a tênue linha compartilhada entre injúria e expressão livre do posicionamento individual, pois um discurso pode ofender outras etnias e desencadear processos irreversíveis, como chacinas. Nas terras tupiniquins, principalmente, a discriminação mascarada de manifestação pessoal confirma a célebre frase do físico Albert Einstein: “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, fato que corrobora a desvalorização da diversidade de crenças brasileiras, advinda do sincretismo religioso.
Torna-se evidente, portanto, a extrema necessidade de suscitar essa questão no Brasil. É preciso que a mídia, por meio de programas e propagandas, explicite à sociedade o quão falacioso é o etnocentrismo e o julgamento das religiões, a fim de erradicar a continuidade do cruel legado histórico. Outrossim, é fundamental que as escolas e as universidade promovam debates e palestras sobre a diversidade religiosa do país, com o objetivo de extirpar tabus sociais construídos para mistificar algumas manifestações. É imprescindível, também, que o Ministério da Cultura, junto à Secretaria Nacional de Segurança Pública, disponibilize ao grupo social, cartilhas informativas e mais canais de denúncia contra a injúria por crença, para que exemplos como o da criança apedrejada e o massacre francês não se repitam, permitindo, assim, a construção de uma comunidade menos preconceituosa e mais tolerante.

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