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Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há quase 2 anos por NM


A Inquisição – criada na Idade Média – condenava com penas severas aqueles que representassem uma ameaça ao catolicismo, sendo um dos maiores exemplos de intolerância religiosa. Entretanto, o sociólogo Zygmunt Bauman afirmou, em seu conceito de modernidade líquida, que instituições, antes sólidas, estão se liquefazendo. Nesse contexto, a sociedade – anteriormente marcada pela não aceitação das diferentes crenças, está se dissolvendo em um meio de pluralidade. Contudo, apesar de avanços evidentes, como a laicização do Estado brasileiro em 1890, ainda há empecilhos que devem ser contornados para resolver o problema, o qual tem obstáculos de cunho punitivo e bases históricas.
É preciso considerar, antes de tudo, o atual cenário legislativo do Brasil. Sem dúvida, a Constituição Federal de 1988, a qual garante a liberdade como um direito, é uma das maiores do mundo e ainda necessita de emendas, mostrando que o problema não está centrado na falta de leis, mas na baixa aplicação delas. Logo, a impunidade e a burocracia da Justiça interferem diretamente na solução do impasse e no julgamento dos infratores. Dessa forma, casos como o ocorrido no Rio de Janeiro, em que uma menina candomblecista de 11 anos foi apedrejada ao sair do culto, tendem a aumentar gradativamente. Nesse sentido aplicam-se os fatos sociais de Émile Durkheim, que são comportamentos coletivos dotados de generalidade, exterioridade e coercitividade. Sendo assim, crianças que vivem em um ambiente de intolerância religiosa são vulneráveis a expressar essa mesma atitude, gerando um ciclo vicioso.
Somando-se a isso, é imprescindível pontuar as raízes históricas envolvidas. Durante o período colonial brasileiro, a Igreja Católica buscava atrair fiéis por meio da catequização dos índios e considerava os africanos como impuros por terem outra crença. Consequentemente, apesar de séculos depois, ainda há, no Brasil, uma enorme discriminação, sobretudo, às religiões afro-brasileiras, haja vista que elas possuem o maior número de denúncias, segundo a Secretaria de Direitos Humanos. Aliado a isso, o proselitismo persiste nas escolas por meio, principalmente, das aulas de Educação Religiosa, em que muitos educadores buscam estabelecer um padrão de fé a ser seguido, elevando, assim, o preconceito a quem não está nesse molde. Por outro lado, esse quadro não é restrito ao país – prova disso foi o Massacre do Charlie Hebdo, ocasionado por um insulto do jornal satírico aos muçulmanos.
Fica evidente, portanto, a necessidade de ações que combatam a intolerância de credo, a qual está pautada em questões históricas e punitivas. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura deve obrigar os colégios a trabalharem o ensino religioso de forma ampla, mostrando todos os segmentos – inclusive a descrença- a partir de palestras e aulas ministradas por agentes sociais. Por sua vez, a mídia deve utilizar as ficções engajadas, como novelas, para difundir a pluralidade de religiões, além de incentivar a denúncia. Também é importante que ONG’s ajudem a encaminhar as acusações à Justiça de maneira mais rápida, por meio da criação e administração de ouvidorias on-lines. Ademais, outras medidas devem ser tomadas, porém, como disse Vinícius de Moraes: “O mais importante é dar o primeiro passo.”.
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