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Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há mais de 2 anos por usuário anônimo.


O ápice da intolerância religiosa ocorreu na Europa após a criação das expressões de fé protestante que conflitavam com os Estados católicos. Atualmente, tal prática tornou-se repetitiva no Brasil. Deve-se, portanto, analisar o papel do governo e a motivação causal no que tange o preconceito enfrentado pelos cultos africanos e, a partir disso, tecer uma intervenção que diminua esse impasse secular.
Embora o Estado tem cumprido seu papel, o problema relacionado às expressões de fé ainda perdurem. O governo criou a Secretaria do Direitos Humanos, a Lei da Discriminação e, recentemente, a campanha “Filhos do Brasil” que visam a coibir a intolerância religiosa por meio da criminalização de tal ato, por exemplo. Logo, a conjuntura política atual tende a defender a laicidade do Estado e a liberdade de expressão, direitos contidos na Constituição Cidadã. Entretanto, o racismo das crenças sobrevive a tudo isso.
A intolerância religiosa faz-se presente, mesmo que existam politicas públicas na tentativa de minimizá-lo. No brasil colonial, a sociedade caracterizava o Senhor de engenho como possuidor de uma alma, diferentemente do escravo que não a detinha. Analogamente, esse pensamento de superioridade é encontrado hoje em dia ao analisar a religião advinda da Europa e a africana, extremamente desvalorizada e atacada por comentários pejorativos que qualificam todos os seus seguidores como “macumbeiros”, por exemplo. Por conseguinte, a população tende a se mostrar esquizofrênica, pois não aceita a livre expressão da cultura do seu próprio povo. Mudar é difícil, todavia é possível por meio do auxílio da população e do governo.
Em síntese, o poder público tenta acabar com a intolerância religiosa que continua a existir na sociedade brasileira. Para equacionar tal quadro, é preciso que o Ministério da Cidadania - por meio da sua concessão nos canais de televisão e nas redes sociais- incentive o uso do “disque 100”, o qual recebe denúncias de ações que violam os direitos humanos, e informe sobre a campanha “Filhos do Brasil”. Além disso, as escolas poderiam pôr em prática a lei federal que estipula o ensino da história e cultura africana, pois ao conhecer as diferentes crenças, as crianças tenderiam a respeitá-las. Assim, o racismo das religiões passariam a fazer parte, somente, da história e ,não, da realidade brasileira.

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