Título da Redação: Santa Guerra Santa

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 3 anos por Paiva


A história da humanidade é manchada de sangue derramado em muitas guerras feitas em nome de Deus. Os embates religiosos, hoje mais globalizados, ainda acontecem por falta de tolerância, como os que acontecem na Irlanda entre católicos e protestantes, assim como na Nigéria também entre católicos e muçulmanos. O Brasil não foge dessa regra, visto que há um alvo pintado naqueles que vestem branco às sextas-feiras e tocam tambor, mostrando que o ódio à cultura africana ainda é bem contemporâneo.
A origem dessa perseguição está nos porões dos navios negreiros, quando os escravos trouxeram consigo sua cultura e crenças. A faísca que acendeu a fogueira da Inquisição brasileira também começou com a Igreja Católica ainda na época colonial. O catolicismo inflamou o medo da população sobre a prática da fé dos negros, muitas vezes associando-a a um culto ao Diabo, sendo o fator principal que intensificou a perseguição às religiões de matriz africana que existe ainda hoje.
Para piorar, a intolerância aos "macumbeiros" fortaleceu-se mais com a ascensão da Igreja Evangélica e sua popularidade. Muitos pastores incentivam essa guerra santa contemporânea e seus discursos de ódio tem uma grande audiência. O caso recente de uma menina de 12 anos praticante do Candomblé que levou uma pedrada na cabeça ao sair do terreiro revela o grau de intolerância encontrada no Brasil.
O que é irônico nessa situação é que os mesmos cristãos que perseguem também foram perseguidos na Roma Antiga e aprendem que seu messias ensinou o amor ao próximo. Mas o sonho do oprimido é ser opressor e isso fica claro quando a atenção é direcionada ao Congresso. A bancada evangélica tem unido forças para criar leis que diminuam o direito à critica dos cidadãos e humoristas e que aumentam sua participação no governo, desafiando a laicidade do Estado.
Diante desse cenário, é fundamental que medidas sejam tomadas para evitar mais atos de intolerância. A começar nas escolas, onde as crianças devem aprender sobre a diversidade religiosa e a cultura da África. Outra solução é desconstruir a ideia de que religião não se discute. Não só deve ser discutida como também pensá-la junto ao exercício dos Direitos Humanos. Por fim, é fundamental que o cidadão brasileiro vigie o trabalho dos deputados e vote naqueles que agem por toda a população e não apenas uma parcela dela.

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