Título da Redação: Tolerância como transcendência para humanização (ENEM 2016)

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 2 anos por usuário anônimo.


(Se possível, podem avaliar e dar uma nota provável para esse texto, avalio de volta, deixem o link, obrigado) A ideologia gramisciana postula a crença do indivíduo acerca de um conjunto de ideias e valores que permitem sua mobilização enquanto parte proativa da sociedade. Essa ideia materializa-se, no Brasil, mediante a ascensão de ideologias religiosas as quais confirmam a explicitude da diversidade enrraigada na formação do Estado Brasileiro. No entanto, ao mesmo tempo que deveria funcionar como meio de cultura e saber, a religião tornou-se razão dos aspectos mais sórdidos da vida humana: a guerra e a intolerância. Eis um problema de um país que se intitula diverso e de todos.
Em uma primeira perspectiva, é indubitável que a ideia da diversidade torna urgente o respeito e a tolerância relacionados à religião. Historicamente, no período colonial, negros africanos constituiram a religiosidade umbanda como forma de resistência à intolerância dos senhores de engenho, aderindo práticas cristãs aos rituais de sua religião original: o calundú. Nesse contexto, é possível perceber que o preconceito está intrinsecamente ligado com a formação da nação, de modo que, por meio dos embates atuais entre diferentes ideologias, tornam-se válidas a errônea ideia de "mal pelo passado" e a continuidade da intolerância. Desse modo, evidencia-se a importância da valorização da diversidade como um dos caminhos para combater o desrespeito.
Outrossim, é válido ressaltar que as dificuldades humanas relacionadas à sobrevivência e à inclusão social fortificam o transtorno. Marcados pela precarização e pelo preconceito, indivíduos aderem à religião, tornando suas práticas intolerantes e radicais, como insultos, tratamentos diferenciados e atos terroristas. Essa é a teoria Holística da qual trata o sociólogo Maslow: "Os seres humanos, em sua totalidade, estão constantemente sendo motivados por necessidades naturais e conativas. Quando apresentam suas necessidades naturais frustadas, como a inclusão e a autorrealização, tendem a se entregar, radicalmente, para suas necessidades contativas, como a cultura, o saber e a religião". Dessa forma, é visível que o preconceito gera um preconceito mais radical, e afasta a humanização necessária: fato que, por meio do diálogo, precisa ser combatido.
É evidente, portanto, que o Brasil não se consolidou como um país de todos, mediante problemas como a intolerância religiosa. Para que esse transtorno seja resolvido, o Governo, em conjunto com a mídia, deve promover o conhecimento sobre as diversas religiões, por meio de características e discussões a esse respeito. Ademais, lembrando a perspectiva gramisciana de que o homem é um agente de ações baseadas em atitudes éticas e morais, o próprio indivíduo deve proporcionar atos que valorizem o respeito nos âmbitos familiar e social. Sendo assim, obter-se-á uma sociedade tolerante, com indivíduos dispostos a proporcionar a transcendência para humanização.

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