Título da Redação: A cultura de ostentação e a sociedade excludente.

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há mais de 2 anos por Gabriel Vitor Oliveira de Souza Mota


Tênis de "marca”, roupa da "moda" e celular do momento; em uma sociedade cada vez mais consumista, como a brasileira, esses objetos tem demarcado constantemente uma linha tênue entre o ser "aceito" e o não ser "aceito" socialmente. Neste ensejo, vê-se, nitidamente, a implementação de uma cultura de ostentação no território nacional, em que muitos ponderam o “ser” em detrimento do “ter”.
No filme “Tempos Modernos”, Charles Chaplin ilustra a situação dos operários durante o pós-revolução Industrial. Em uma cena do filme, Chaplin se vê dentro de uma máquina, sendo triturado e comido por ela. Analogamente, é possível observar, na atualidade, o homem sendo esmagado pela necessidade de aceitação na medida que deixam de consumir por necessidade e passam a comprar apenas como forma de ascender socialmente.
Karl Marx, importante sociólogo do século XX, já dissertou acerca desse fenômeno denominado por ele de “Fetichismo da mercadoria”. Segundo ele, em uma sociedade capitalista, um produto qualquer é representado com características que vão além do que ele realmente é; um celular, por exemplo, não é tão somente visto como uma ferramenta comunicativa, mas também como um produto que corroborará para o aumento do prestígio social do seu comprador. Para a perpetuação dessa conjuntura, é indubitável o papel da mídia manipulativa que associa atores e pessoas influentes a determinado artefato.
Esse cenário, coopera para a exclusão dos menos afortunados. Visto que, em uma sociedade de consumo exacerbado, quem não detêm condições para usar ou obter o item da marca A, B ou C, é tido como inferior aos demais. Tendo em vista isso, muitos jovens que vivem em periferias, por exemplo, não hesitam em gastar seus proventos com objetos de “luxo”, mesmo que isso represente, muitas vezes, usar toda a sua renda.
Diante disso, deve o Ministério Público investigar e multar as empresas que lançarem propagandas enganosas ou que sejam exageradamente apelativas, a fim de garantir a maximização do direito de escolha do consumidor. Ademais, visando quebrar com as ideologias elitistas e excludentes, deve o MEC (Ministério da Educação e Cultura) implementar a Educação Financeira nas escolas, desde as series primárias, para que todos saibam lidar com o dinheiro e com o consumo desde cedo. Desse modo, será possível a formação de consumidores conscientes e que se atentem as suas verdadeiras necessidades.

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