Título da Redação: Além das notas

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há mais de 3 anos por Julia Ferraz


Ostentar, para a adolescência do século XXI, não significa apenas exibir algo. Para quem coloca o verbo em ação a definição é mais profunda, já que mostrar orgulhosamente um objeto da última moda é praticamente uma autoafirmação de pertencimento à sociedade. No entanto, é necessário avaliar as causas que tornam a ação tão importante, bem como suas consequências.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar os motivos que levam grande parte dos indivíduos ao consumo. Em um contexto capitalista no qual o poder de compra transforma-se em valor pessoal e os shoppings centers representam o paraíso e sucesso, o único modo de fazer parte dessa conjuntura é consumindo. Como esse é o "padrão" atual, as classes que buscam reconhecimento ou valorização encontram aí seu veículo de "propaganda". A nova classe média, por exemplo, nunca gastou tanto, e nem foi tão numerosa como é hoje, chamando sua atenção para empresas, que, agora, produzem pensando nelas. Contudo, isso passa a desenvolver uma superficialidade desmedida, a qual trará enormes consequências sociais e econômicas para os envolvidos.

Mesmo que a ascensão das camadas mais baixas seja algo positivo, a necessidade de se revelar parte integrante da sociedade gera um "show "de presunção. O funk, cada vez mais presente na vida do brasileiro, é um exemplo de como a vontade de representar um grupo vai transformado-se em músicas que exaltam o materialismo e os gastos desmedidos. A vertente batizada de funk ostentação é a prova clara de que os próprios grupos, antes desprezados, querem, acima de tudo, parecer com as classes altas. Desse modo, os recém ascendidos na escala social não medem custos para chegarem no patamar desejado, e muito menos preocupam-se com o resto do grupo que ficou para trás.

Fica evidente, portanto, que há uma inversão de valores que justificam a necessidade de mostrar-se economicamente como forma de afirmação social. Sendo assim, é necessário mudar esse pensamento desde a raiz. As escolas, com a participação dos pais, devem buscar instruir as crianças e jovens, inseridos nesse contexto materialista, a importância dos valores morais em detrimento dos bens materiais. A mídia, formadora de opiniões, deve abordar em novelas e programas formas de representatividade social e cultural, como música e literatura, afim de quebrar a visão de que apenas possuindo bens é possível subir de classe. Assim, o brasileiro perceberá que não é apenas o quanto carrega no bolso que o torna parte integrante da sociedade.

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