Título da Redação: Educação: um meio de frear o consumismo e a ostentação

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há mais de 3 anos por Anderson Soares Abrantes


Em um país como o Brasil, com um histórico de profunda desigualdade social, onde a posse de muitos bens materiais sempre representou, e ainda representa, uma suposta condição privilegiada de ‘status’ e aceitação na sociedade, o consumismo tem grande poder de influência sobre as pessoas, e aliado com a ascendente prática da ostentação, que tem influenciado principalmente os mais jovens, inclusive, os de classe social baixa, tem criado uma ilusória imagem de bem estar social nos indivíduos adeptos desses fenômenos. O funk ostentação e a maior quantidade de grifes famosas no mercado nacional são algumas das provas desta recente expansão do poder de influência do consumismo e da ostentação.
O grande problema destes dois fenômenos é que eles passam para as pessoas uma ideia errada sobre o valor do dinheiro e dos bens materiais. A importância das riquezas materiais é colocada acima da importância do indivíduo, de tal modo que para sustentar seu consumo e sustentar sua aceitação perante os outros este se submete até mesmo à privações, deixando de adquirir o que lhe é realmente necessário, ou se submete a meios ilícitos, como práticas criminosas, por exemplo, para investir em sua vaidade. Neste sistema, você é o que você possui. Tal raciocínio é um grande equívoco e é resultado de uma formação deficiente da capacidade crítica de um indivíduo, e os maiores interessados nisso são as empresas e o mercado.
Devemos compreender que o dinheiro serve para suprir nossas necessidades e trata-se de um recurso finito que precisa ser bem administrado. Seguindo este modo de pensar, entendemos que o consumismo e a ostentação são insustentáveis, isso porque possuem como base a aquisição de bens desnecessários ou supérfluos, na grande maioria das vezes com valores muito superiores aos que realmente valem, para satisfazer uma falsa ideia de aceitação em um grupo social.
Cabe à sociedade, às escolas e aos pais, educar as crianças e adolescentes com valores de educação financeira, conscientizá-los quanto a importância de saber administrar seus recursos, seja por meio de palestras ou campanhas de conscientização em eventos e nas escolas, e ainda, através da concessão de mesada, onde os pais passam para os filhos a responsabilidade de gerenciar seu próprio dinheiro, e dessa forma, eles aprendem por sua própria experência, se tornam pessoas com maior poder crítico quanto à questões de ordem financeira e não meros instrumentos usados pela indústria e pelo capital para a obtenção de lucro à qualquer custo.

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