Título da Redação: O consumismo e o processo de busca identitária

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há mais de 3 anos por Deivson Macedo


A mudança da sociedade de produção para a sociedade de consumo vivenciada no século XX proporcionou uma série de fatores que contribuíram para a intensa massificação da mercadoria. Em um ambiente próprio a adquirir, a busca pela identidade transfigurou-se: o ter agora sobrepõe o ser, na qual a exibição e a ostentação são marcas registradas.
Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, discute as características da sociedade contemporânea do crédito formulando o conceito de "modernidade líquida". Tal conceito expressa a fluidez da sociedade de consumo, onde não se valoriza o permanente, mas sim o temporário. Desse modo, a busca pela identidade do homem não está naquilo que ele é, mas sim, no que consome e exibe, já que nada é sólido ou conserva forma. Nesse contexto, os meios materiais surgem como passaporte para a formação da identidade —esta precisa constantemente ser redefinida— do indivíduo, no qual a felicidade e a aceitação própria e social são utopias que contribuem para a permanência desse pensamento frívolo.
Karl Marx, ainda no século XIX, previu algumas consequências desse processo de consumo alienante através de dois termos: o fetiche da mercadoria e a reificação do homem. O primeiro consiste no endeusamento do objeto de consumo e o segundo na depreciação do homem frente a supervalorização do material. Dessa forma, busca-se satisfazer as inquietudes inerentes à condição humana pelos meios materiais, em detrimento daquilo realmente capaz de "matar" a ânsia do homem, como a apreensão do conhecimento e a construção de laços. Tais características acabam criando um ciclo vicioso à qual o homem cultiva seu vazio interior através do consumo, ao mesmo tempo que tenta satisfazer-se por meio dele.
Percebe-se, portanto, que o consumismo e a ostentação são mazelas da sociedade de consumo e que a individualização do homem por meio da construção identitária baseada no "ter" é um convergente caminho que leva a depreciação do ser. Para contornar essa situação, o controle por parte do Estado das propagandas e comerciais que incentivem o consumo exagerado e a criação de um ideário ostentativo é medida de suma importância. Ademais, a discussão da significância do ser humano — frente ao sistema capitalista ao qual está inserido — nas escolas, por meio de palestras desse cunho, é crucial para o estabelecimento do equilíbrio entre o "comprar" e as características realmente fundamentais ao homem.

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