Título da Redação: Os falsos ricos

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há mais de 2 anos por usuário anônimo.


O desejo de pertencer a um grupo condiciona as ações humanas. A consequência natural da desigualdade social é a formação de grupos. Elite, ralé, maioria, minoria, etc., seja qual for a denominação, algo é certo: sempre há o grupo que oprime e o grupo que é oprimido. Com a finalidade de diminuir os efeitos dessa segregação social, os jovens contam com um bilhete premiado: a moda, para quem sabe usá-la, é claro. Ostentar marcas caríssimas é um trunfo para aceitação social, mesmo que a condição física não se mostre tão gloriosa. Fantasiar-se de rico, portanto, é uma artimanha para driblar a disparidade financeira que acomete todo o mundo.
A lei que rege a ostentação é: não precisa ter para ser. O que está ao alcance dos olhos parece ser suficiente, logo, parecer rico, de alguma forma, torna-te rico, mesmo que não seja, sendo visível o poder o qual essa fantasia possui para incluir um indivíduo a um grupo. Essa necessidade de inclusão provoca um consumo intenso de objetos de alto valor, que são os precursores do conforto social. Além do consumismo, o indivíduo constrói uma rede de amizade falsa, a qual considera os bens do mesmo mais valiosos do que seu caráter. Definitivamente, mostrar ser o que não é inviabiliza qualquer tentativa de desenvolver uma posição social.
A mídia, novelas e músicas corroboram para tal fenômeno, de sorte que mostram a ascensão social de uma pessoa através da compra de luxuosos produtos. Assim sendo, as pessoas relacionam sucesso com poder de compra. Há, sim, uma relação, porém, é algo sólido que ocorre por etapas e, sobretudo, é genuína. A ostentação de quem não pode ostentar não exemplifica essa relação, pois é desleal com a situação real. O que a televisão e os cantores visam é a ampliação do seu público telespectador e ouvinte, respectivamente, apelando para representações que iludem a mente humana, não devendo, por conseguinte, serem usadas como aspirações.
Por falsear a realidade e incitar o consumismo, a ostentação não deve ser influenciada pelos meios de comunicação de massa. Deve-se, portanto, regulamentar as propagandas e novelas, de forma que deixem explícito que não há vínculo da obra com a realidade. Por outro lado, deve-se apostar em trabalhos midiáticos os quais contribuem para uma construção sólida e verdadeira de sucesso. Com isso, haverá a criação de uma nação que valoriza não apenas as aparências.

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