Título da Redação: Viver para ostentar ou ostentar para viver?

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há mais de 3 anos por Conceição Oliveira Oliveira


Consumir é algo necessário para sobrevivência do homem. Contudo, esse conceito foi deturbado e a sociedade atual é conhecida pelo seu consumismo exacerbado, que visa o desejo e não a necessidade. Na lógica capitalista, o consumismo implica em uma inversão de valor da mercadoria e no comprador.
Apple. Giorgio Armani. Louis Vuitton. Prada. Chandon. Marcas famosas que trazem embutidas poder e riqueza. Segundo Marx, o conceito de fetichismo da mercadoria, o preço do produto, acaba sendo determinado pelo seu status e não por sua produção. Consequentemente, o produto passa ter mais valor que o próprio homem que fabrica. Isso pois, acarreta a coisificação do homem, onde não é mais o homem que é dono do produto e sim, o produto que é dono do homem. Isto faz do homem um escravo da mercadoria, precisando comprar coisas mais caras, para assim, provar seu “valor”.
Dessa forma, ostentar acaba sendo uma forma de mostrar o quanto se vale e quanto pode comprar. Inicialmente, camadas abastadas ostentavam seu poder de compra e isso mostrava o quanto eram superiores. Todavia, em 2008 nasceu o funk ostentação, uma vertente do funk, que visava enaltecer em suas musicas o valor de carros, roupas, bebidas. Caracterizou-se como uma forma de protesto, e também um modo de mostrar a ambição de sair da favela e conquistar seus objetivos. Porém, o protesto transformou-se em vanglória, provando para sociedade que o menino(a) da favela, agora pode desfrutar dos mesmos luxos que os magnatas.
Portanto, o consumismo tem gerado uma sociedade ainda mais mesquinha e superficial, com indivíduos que ostentam para viver. Desse modo, é necessário que o indivíduo crie um auto senso crítico, percebendo que o seu valor está em suas ações e não em seus objetos. É preciso que as crianças, desde cedo aprendam a consumir conscientemente, para que não sejam adultos vislumbrados, sendo a família e a escola, as principais responsáveis nessa formação de saber. Logo, cabe ao homem, usar as mercadorias para seu bel-prazer e sobrevivência e não seu usado ao bel-prazer da mercadoria.

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