Título da Redação: As multi-facetas da inversão etária nacional

Proposta: Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios

Redação enviada há cerca de 2 anos por usuário anônimo.


O fenômeno do Baby Boom, ocorrido no fim do século XX, ocasionou o aumento significativo da parcela infantil, devido à elevada taxa de natalidade no país. Todavia, atualmente a sociedade se depara com a inversão desta pirâmide etária, uma vez que a maior expectativa de vida, somada aos avanços tecnológicos e a redução dos níveis de fecundidade corroboram para este processo. Nessa perspectiva, é coeso analisar os novos desafios relativos ao crescimento da população idosa no Brasil, tanto pela carência das políticas públicas, quanto pela instabilidade econômica.
É indubitável que o sistema de saúde nacional apresenta grandes carências estruturais, assim como diversos órgãos direcionados ao público. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, 80% da parcela social envelhecida enfrenta doença provenientes do sedentarismo, não obstante, os problemas crônicos também elevam-se junto a idade. De maneira analógica aos dados supracitados, vale salientar que o panorama contemporâneo torna-se um impasse para este grupo, tendo em vista tanto a grande necessidade de atendimentos clínicos periódicos, quanto o acesso à programas voltados à prática de atividades físicas e lazer. Dessa forma, a falta de investimento nos setores de bem estar caracterizam-se como forte base da exclusão, pois este segmento precisa do apoio governamental em prol de uma vida digna.
Outrossim, os possíveis gastos excedentes da Previdência Social configuram-se como uma problemática na esfera financeira. Conforme o IBGE em 50 anos a quantia de cidadãos com 60 anos ou mais será de 63,5 para 100 em idade ativa. Inferindo-se a pesquisa, é visível uma incoerência na área econômica, ao analisar que a principal fonte de rendimento dos idosos provém da aposentadoria ou pensão, o que causaria um desequilíbrio na balança monetária brasileira. Ademais, o desinteresse do mercado de trabalho com a terceira idade contribui para o pequeno índice de idosos nesse setor, agravando esta possível crise. Com isso, a estagnação da conjuntura atual poderá prejudicar ambos grupos aposentos ou não, sendo preciso inovações visando o equilíbrio.
Evidencia-se, portanto, que com intuito de superar os desafios provenientes do envelhecimento populacional no Brasil são necessárias mudanças nos âmbitos da saúde e do trabalho. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal deve aprimorar o SUS, Sistema Único de Saúde, e elaborar programas específicos à parcela idosa, aliado às ONGs, como aulas de dança, oficinas de exercícios e atividades interativas, visando uma melhor qualidade física destes. Assim como, a Previdência Social, junto aos comerciantes e empresários, podem promover empregos adequados a parcela de idade mais avançada, pois além de prolongar a participação ativa dessa parcela, auxiliará na manutenção harmônica previdenciária.

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