Título da Redação: Os desafios enfrentados pelos idosos

Proposta: Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios

Redação enviada há cerca de 3 anos por Danillo Magalhães


Até a pouco, em termos demográficos, o adjetivo “jovem” vinha quase que automaticamente conjugado com o que se denominava de “Terceiro Mundo”. E Terceiro Mundo vinha associado à subdesenvolvimento. Subdesenvolvimento, por sua vez, trazia à tona outra expressão carregada de negativismo e até ameaças: “explosão demográfica”. Já o que se denominava de “Primeiro Mundo” vinha conjugado com equilíbrio populacional e até com “cabelos brancos” como símbolos de maturidade e de progresso. Assim sendo, deste confronto entre Primeiro e Terceiro Mundos, parecia emergir uma conclusão lógica e premente: para resolver seus problemas sócio-econômicos e políticos o Terceiro Mundo deveria ser subsidiado para assumir o mais rapidamente possível os pressupostos ideológicos que estariam dando certo no Primeiro Mundo. Desenvolvimento só seria viável com controle da natalidade.

Pelo rápido crescimento demográfico e seus problemas sócio-econômicos e políticos o Brasil se enquadrava perfeitamente no estereótipo terceiromundista. Com isso se apresentava como campo propício para a implantação de uma política que na prática equivalia à uma freada brusca no crescimento da população. Os fatos demonstram que já a partir da década de 1960, sobretudo com a implantação do que se denominou de Aliança para o Progresso, tanto a ideologia quanto as práticas contraceptivas passaram a ser patrocinadas, assimiladas e rigorosamente executadas. Os resultados não se fizeram esperar. Desaparecem as famílias numerosas e se dá uma redução drástica no número de filhos.

Com esse quadro de fundo se compreende que nações até há pouco denominadas “jovens”, entre as quais se destaca o Brasil, já não podem mais ostentar esse pomposo adjetivo sem que sejam feitas algumas importantes distinções. Ao mesmo tempo em que cresce a pressão dos jovens para ocupar seu lugar na sociedade, cresce também o número de pessoas idosas que se sentem descartadas não só do mercado de trabalho, mas da própria sociedade. À insegurança sentida pelos jovens no que se refere ao seu futuro, corresponde a insegurança das pessoas que ultrapassam a idade produtiva.

Por mais que se insista no papel do poder público, não se pode negligenciar o ângulo da educação, seja das próprias pessoas de idade, seja dos seus familiares, seja de toda a sociedade. No que se refere à própria pessoa como pessoa, ela precisa ser educada desde cedo para não deixar a velhice acontecer, mas prepará-la com todo o carinho, como se preparou para as outras fases da vida. Ainda no que se refere às pessoas como pessoas, elas devem ser educadas para não aceitar a invasão de sua privacidade e dos limites dos seus direitos inalienáveis. Ou seja: elas têm que aprender a superar todas as barreiras de caráter discriminatório. E para tanto não podem contar apenas consigo própria, mas como qualquer categoria social, têm que lutar para conseguir uma organização capaz de os direitos que cabem a todos os idosos. Eles nem sempre apresentam necessidades especiais, mas sempre apresentam necessidades específicas.

Receba 48 redações corrigidas por apenas R$ 18 por mês *
Clique e conheça nossos planos

* Valor equivalente por mês para o Plano Anual.

Últimos Vídeos no Youtube

Clique aqui e inscreva-se no nosso canal

Img

Como driblar os desafios da liberação do porte de arma - Tema de redação para o ENEM

Img

A questão da fome no Brasil e seus fatores motivadores - Tema de redação para o ENEM

Img

Dicas de gramática: Colocação pronominal

Img

5 Possíveis Temas de Redação para o ENEM 2018