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Proposta: Envelhecimento da população brasileira: os novos desafios

Redação enviada há quase 2 anos por Milena Castro


A pirâmide etária da população brasileira mostra, já há algumas décadas, o progressivo afunilamento da base e o alargamento do topo, o que é típico de países em desenvolvimento, e caracteriza a 3ª fase da transição demográfica. Nessa perspectiva, é crescente o número de idosos, o que representa um desafio para as políticas públicas. Dessa forma, o envelhecimento construído ao longo desse processo se traduz em carência emocional, social e econômica.
Para Victor Hugo, " a miséria de um velho não interessa a ninguém". Apesar do conjunto de leis que zela pelos direitos dos mais velhos - o Estatuto do Idoso- estes ainda sofrem com a falta de cuidado e com a discriminação, visto que 25% dos idosos não são autônomos. Sendo a velhice algo tão democrático e previsível, é sempre importante lembrar a sociedade que essa é uma etapa muito especial, exigindo o planejamento de todos.
Estudos recentes vem provando, entretanto, que a falta de exercícios para o corpo e a mente estão diretamente relacionados à doenças neurodegenerativas, como o Mal de Parkinson e Alzheimer. Todavia, o acesso aos espaços de lazer é um fator limitante. Embora o lazer, a partir da Constituição de 1988, ter se tornado direito de todos os cidadãos brasileiros, o acesso da população ao passatempo gratuito está longe do ideal. Conforme Marcellino, parece haver uma tendência à privatização do espaço, no qual o lazer propriamente dito tornou-se produto do mercado. "Quem não pode pagar pelo estádio, pela piscina, pela montanha, pelo ar puro, pela água, fica excluído do gozo desses bens que deveriam ser públicos porque essenciais".
A contribuição para o INSS ao longo da carreira profissional do indivíduo ajuda a fomentar a economia nacional e, em troca, no final da vida , resta uma retribuição para sanar as inúmeras despesas inerentes à condição o idoso, tais como: os diversos medicamentos, planos de saúde e, ainda, dívidas mensais básicas como moradia e alimentação. Com o avanço da medicina e a maior expectativa de vida, fica inviável para o sistema previdenciário a idade mínima para a aposentadoria permanecer aos 65 anos.
A discriminação, a falta de incentivo à longevidade saudável e a falha no planejamento financeiro pessoal, em paralelo a um sistema jurídico anacrônico, portanto, são intrinsecamente correlacionáveis à necessidade de desconstrução da problemática do envelhecimento no Brasil. A fim de reverter essa realidade, faz-se necessário que as escolas e a mídia atuem difundindo valores positivos sobre a terceira idade; que o governo federal garanta condições dignas de saúde e lazer; e que a necessidade de tornar mais tardia a idade mínima de aposentadoria , ainda que seja exigido um menor ritmo de trabalho diário dos indivíduos acima dos 60 anos, seja efetivada. Só assim, os idosos do amanhã serão de fato, incluídos na dinâmica social, usufruindo do que está assegurado no Estatuto do Idoso.

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