Título da Redação: Beleza inalcançável

Proposta: Padrão de beleza e sociedade.

Redação enviada há quase 3 anos por usuário anônimo.


A aparência física do indivíduo sempre foi moeda de troca em todas as civilizações, subordinada a padrões que se transformam conforme as idiossincrasias de uma época. Assim, se na Renascença as mulheres bonitas eram aquelas detentoras de corpos roliços e pele branca, alabastrina, hoje, essas são as donas de físicos magros, com músculos definidos. O fato é que a sociedade cobra de todos um modelo estético homogêneo e discrimina os que não conseguem se enquadrar nesse parâmetro.
Vivemos uma ditadura esteta, a qual não perdoa os iconoclastas. De tal forma, a mídia nos atira à face, todos os dias, o quanto é preciso ser belo para ser feliz. Frequentar academias de ginástica, fazer dietas drásticas, tomar supletivos, aplicar toxinas butolínicas ou fazer uso de ácidos para alcançar bons resultados no que tange à aparência física são apenas algumas das ações empreendidas por aqueles em busca da perfeição. Essa, por sua vez, por conta da mudança rápida dos padrões e o estigma dos modismos, parece cada vez mais impossível de ser obtida.
Afinal, em uma nação miscigenada como a brasileira, de compleições físicas as mais variadas, com múltiplas tonalidades de pele, formas corporais, tipos de cabelo, como exigir um só estigma de beleza? Trata-se, seguramente, de uma violência à autenticidade do ser; um desrespeito às características fenotípicas de alguém que se transforma para ser aceito (muitas vezes, em um processo desesperado em busca de autoestima).
O Brasil, frente ao ideal de beleza estigmatizado pela sociedade, torna-se, no século XXI, o país onde se realiza o maior número de cirurgias plásticas do mundo, superando os Estados Unidos, e ainda mais as nações europeias, menos afeitas a tais procedimentos. Sinal esse inconteste de nossa insatisfação com o corpo. O resultado é que na ânsia pela aceitação a qualquer preço, sobram casos de bulimia, anorexia, depressão. Vítimas e algozes de bullying se digladiam em uma luta sem vencedores.
Já disse a escritora feminista Naomi Wolf que "enquanto as pessoas precisarem da beleza para ser felizes, serão reféns da frustração". O belo, tal qual é disseminado, tem prazo de validade, posto ser impermanente, portanto urge que apostemos em valores menos efêmeros. Cabe-nos aprender a valorizar nossas características físicas sem querer transformá-las radicalmente, violentando nossa ancestralidade. As famílias e as escolas são veículos oportunos para disseminar o respeito às diferenças, propagando o ideal de autenticidade necessário para a autossatisfação.

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