Título da Redação: Quando a beleza mata.

Proposta: Padrão de beleza e sociedade.

Redação enviada há quase 3 anos por Maria Andrade


A cada ano que passa, os ideias estéticos que a sociedade prega vem escravizando e matando jovens e adultos. Esses padrões crescem tão rápido nos corações de milhares de jovens, que acabam adotando certos modelos e querendo os pra si. Os padrões de beleza, impostos pela midia, por revistas, e pelo capitalismo. São eles os responsáveis por trazer a insegurança, a falta de auto estima, e as cobranças que muitas pessoas por aí afora tem dentro de si - sem falar na falta de liberdade para tomarem suas próprias escolhas.
Estima-se que, 76% dos jovens, atualmente, são infelizes com seus corpos e mudariam alguma parte dele. Metade dos 76% são adolescentes, que de alguma maneira já foram influenciados, a ponto de alguns deles já terem tido transtornos alimentares, e já terem chegado a níveis absurdos de magreza e terem visões distorcidas do próprio corpo. O que se torna preocupante é o indice de mortalidade por um desses transtornos, no caso, a anorexia nervosa. Ela que mata 26% de suas vitimas, a ponto de muitas delas, pra começo de conversa, terem entrado nesse mundo doentio e castigante, por pura pressão psicológica e social, para que emagrecessem, mudassem, ficassem ''secas''. E é essa a realidade. Não são os doentes, os culpados. É sim, de todas maneiras possíveis, a sociedade. Com seus julgamentos, com suas explorações, com suas analises e criticas. São os pais, são as escolas, são as pessoas ao redor. No mundo, ninguém é contente com o corpo que tem, não plenamente. Mas há sim pessoas priveligiadas. Aquelas, que nunca tiveram transtornos psiquiátricos e doenças serias por conta de loucuras que fizeram por beleza, e não por saúde. São as pessoas sortudas - que é o que mais existe - as responsáveis pela lastima que bulímicas, vigorexicas, e anoréxicas se encontram. E as estatísticas comprovaram isso, que 66% da população - numa pesquisa realizada - já admitiram rir ou ter feito comentário maldoso a cerca de pessoas gordas (os); 54% já zoaram gordos (as); 29% não namoraria gordos (as); e 12% já julgou ou discriminou alguém gordo. O que só prova, mais uma vez, o quão presas as pessoas acima do peso vivem. Não por terem quilos a mais (porque na real, o aumento de peso influencia sim, mas não tanto quanto se acha, há muitos mais magros não- saudáveis, do que gordos). Mas por serem expostos, ridicularizados, violados e humilhados por seus corpos. Sim, magros sofrem. Na verdade, é vergonhoso e infeliz dizer que, em pleno século XXI, todos são acorrentados por padrões escravistas e seus métodos perigosos. Não há exceções. Mas, é muito mais cruel o que a sociedade faz com quem foge dos padrões. São essas pessoas, as que terminam debaixo da terra, ou com seus corpos cirurgicamente mudados porque a aceitação nunca existiria pra elas sem isso - bariátrica, por exemplo - que, infelizmente, sofrem mais preconceitos.
A incidência de transtornos alimentares praticamente dobrou nos últimos 30 anos, o que não é pouco, pois agora está atingindo, sobretudo, adolescentes e jovens na faixa de dez a 19 anos. Esse cenário mostra, amedronta, e sensibiliza as descriminações que tantas pessoas sofrem. E conscientiza.
Portanto, uma sociedade sem dietas, e sem obsessões com o corpo, apresentando os fatos sobre a industria da dieta - destacando a ineficácia das dietas comerciais - derrotaria não só os padrões de beleza, mas também diminuiria o indice de mortes. E também, destruiria o capitalismo. Porque ele lucra com as inseguranças, então, se torna um ato de revolução todos amarem seus corpos. Também, questionando o quanto cirurgias são perigosas e não-efetivas. Honrando vitimas de transtornos alimentares e padrões estéticos. Explicitando como as dietas perpetuam a violência contra oprimidos e denigri tantas pessoas. E abandonando a midia e o que as vozes impõem. São essas atitudes certas - e tantas outras, para conscientizar toda uma sociedade de que beleza é sim, subjetiva, e que não há nada de errado em fugir dos padrões.

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