Título da Redação: O assistencialismo a longo prazo é o ópio do povo

Proposta: Política de desenvolvimento social no Brasil

Redação enviada há cerca de 3 anos por usuário anônimo.


Desde a colonização o Brasil ficou marcado pela desigualdade. Os tratamentos recebidos por negros, mulatos e homens livres eram diferentes dos latifundiários, sendo estes mais prestigiados pelo restante da sociedade. Com o passar dos anos, essa realidade não mudou e na contemporaneidade não é diferente. O número de pessoas pobres sobrepõe e muito o número de pessoas na classe média e alta. Isso tem como efeito a necessidade de assistência social por parte do Governo, que além de ajudas pode levar também à comodidade, não deixando que a população evolua.
O Bolsa Família, programa sustentado pelo Governo, permite que muitas famílias recebam um pequeno salário de acordo com a quantidade de filhos, a fim de se manter e mantê-los na escola. Entretanto, o uso contínuo desse recurso, que pode ser estendido por anos a fio, leva algumas famílias a uma zona de conforto, pois recebem sem procurar melhorar a condição de vida, sendo assim, o ópio do povo. Isso ocorre porque o programa soluciona o problema de imediato e não em longo prazo, pois as famílias não são incentivadas a buscar qualificação profissional e consequentemente, melhorias na qualidade de vida.
Além disso, as famílias mais carentes sofrem pelo imediatismo de políticos, característica que vem sendo levada desde a República Velha, onde a solução era resolver o problema a fim de que a população visse. Essa objeção faz com que as melhorias a longo prazo não sejam uma prioridade já que a população precisa ver o que está sendo feito, e os estadistas necessitam de votos para permanecerem no poder. Isso leva, então, ao assistencialismo, que conserva a camada dos mais carentes, deixando-os sem mais informações para que possam ser críticos na vida política. Entretanto, a necessidade da assistência social ainda é presente em território brasileiro haja vista as desigualdades sociais passadas desde a colonização.
Ademais, as políticas de desenvolvimento social no Brasil seguem a linha de determinismo de Hyppolite Taine, que afirma que o homem é condicionado pelo meio social, herança genética e contexto histórico. Por causa disso, o assistencialismo brasileiro não converge para tornar o país uma potência mundial, com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) alto, como o de países desenvolvidos. Consequência disso, é uma sociedade dependente politicamente, que não tem ou não quer recursos para melhorar de vida, já que a assistência social a acompanha sempre, quando deveria dar apenas o “empurrão” inicial para que a mesma tenha condições de se desenvolver.
Portanto, fica evidente que o assistencialismo a longo prazo pode levar uma sociedade ao caos. É necessário que a sociedade lute por mais condições de se desenvolver, cobrando dos políticos iniciativas como a qualificação profissional gratuita. É preciso que o Governo prepare a população para tomar iniciativa e não ficar presa a programas como o Bolsa Família, deixando que o mesmo seja usado como o ópio do povo. É necessário que ONGs juntamente com a mídia, informe toda a comunidade sobre o que é assistência social e quando e por quanto tempo ela deve ser usada, a fim de estimular o desenvolvimento do país como um todo.

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