Título da Redação: Globalização e saúde: relação complexa e repleta de contradições

Proposta: Saúde global em tempos de globalização

Redação enviada há mais de 3 anos por Wanielton Ferreira


A partir do início dos anos 90, alterações significativas passaram a ocorrer no plano político-econômico mundial, na verdade já iniciadas na década passada. Essas transformações trouxeram grande avanço e consequências para a sociedade contemporânea, principalmente no tocante à saúde da população global. O processo de globalização hoje representa grande risco para o bem-estar de toda a comunidade mundial.
Em consequência da abertura das fronteiras econômicas, culturais e físicas, a humanidade tomou para si a visão de unidade, além do que, o processo globalizatório permitiu a disseminação do conhecimento – principalmente na medicina –. Em decorrência disso, o aumento da expectativa de vida e a produção de alimentos em grande escala, fatores imprescindíveis para o aumento considerável da expectativa de vida. No entanto o que se vê é o constante aumento de doenças infecciosas e aquelas causadas pela má alimentação.
Por conseguinte, a grande taxa de crescimento da população tem-se apresentado como um dos problemas. A entrada de pessoas nos outros países tem preocupado as autoridades, por se apresentar como um eficiente meio de contaminação. Em 2014, o surgimento de uma grande epidemia de Ébola e da tão temida Febre Chikungunya, fez toda a comunidade científica temer pelo fato de que um grande número de africanos viaja para a América e Europa. Além disso, outro problema, também relacionado com essa interação global se faz perceber, a má alimentação, que traz consigo: obesidade, hipertensão e diabetes. Todos esses males resultantes da ingestão de alimentos processados, que em sua maioria são compostos de quantidades supersaturadas de açúcares e gorduras.
Durante uma entrevista, a diretora da OMS (Organização Mundial da Saúde) fez a seguinte declaração "Não há mais ilhas de segurança no mundo. Não há paredes impenetráveis entre o mundo rico, alimentado e saudável e o mundo pobre, subnutrido e doente". Clara referência ao processo de globalização, a diretora também toca em um ponto bastante pertinente: a diferença social entre as pessoas. O aumento da desigualdade social é um elemento crucial para a propagação de doenças e um dos fundamentos construtores dessa nova visão político-econômica. A ausência de saneamento básico torna a transmissão de patógenos e vírus muito mais imediato.
Em contraponto ao progresso financeiro, a multinacionalização, se mostra como o cerne no que se refere à saúde das pessoas, no caso, a falta dela. A partir do exposto, fica evidente que para aliar desenvolvimento com saúde, cabe primeiramente às nações mais ricas ajudar as mais subdesenvolvidas sob a fiscalização das instituições sociais, como a ONU (Organização das Nações Unidas). Ademais, é necessário democratizar o acesso ao conhecimento (científico e não científico) para que se supere a alienação, permitindo que a população possa interferir nos processos de produção dos alimentos, sejam eles industrializados ou não.

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