Título da Redação: Um bom profissional

Proposta: Trotes universitários

Redação enviada há quase 4 anos por Junior Flávio


Não raro, toma-se conhecimento por meio dos mais diversos
canais de comunicação, a ocorrência de trotes universitários violentos nas faculdades do Brasil. Ainda que, à primeira vista, tenha-se a noção de que essas "brincadeiras" receptivas façam parte de um processo de recebimento dos jovens ao mundo acadêmico, quem vivencia de perto a realidade pode afirmar que tais gestos de boas vindas são, em grande parte, demasiado primitivos. Não obstante, é possível afirmar que os mencionados trotes não passam de uma grande roleta russa, onde hoje você é o calouro que sofrerá nas mãos do seu veterano e, amanhã, será o veterano que torturará o seu calouro. Onde está o X da questão, então?
Os trotes são comumente confundidos com atos de vandalismo e desrespeito sem precedentes por parte dos estudantes que recebem os novos companheiros de curso. Os futuros acadêmicos podem achar que as brincadeiras que sofrerão na pele faz farte de um processo de renovação, o ponto final de uma história e o início de outra, com uma recepção calorosa por aqueles que alí já estão e que já passaram pelo mesmo processo, porém, em algumas universidades pelo Brasil, os trotes são tão impetuosos e selvagens, com brincadeiras humilhantes, que o psicológico do indivíduo que sofreu as ações atroz de seus companheiros pode ficar abalado por muito tempo.
Ainda assim, àqueles que sofreram e foram humilhados depois passarão a ser os novos "veteranos", recebendo os "bixos" (termo usado para denominar um novato), e farão com que todo o abaldo físico e mental que receberam enquanto estiveram na mesma situação, seja descarregado nos mais novos aprovados. Percebe-se, então, que não há uma vítima, e sim, um sistema viciado que não encontra uma saída. Ao invés de aplicarem e reproduzirem - ora mais cruelmente, ora mais sucinto - os atos de humilhação que foram obrigados a se submeter, seria bem melhor se a lembrança do quanto sofreram servisse de exemplo para o próximo, pois como diria alguns: o mal que não desejo para mim, não desejo para ninguém.
Fica evidente, portanto, que os trotes universitários violentos só irão acabar quando os próprios estudantes decidirem por um fim. É preciso que as instituições de ensino fiscalizem os seus alunos e penalize aqueles que o praticam, bem como que sejam criadas e aprimoradas novas CPI's em todas as faculdades que ainda não disponibilizam de tal recurso, e isso ocorreria com a parceria do governo federal, que também necessita cuidar do caso com mais atenção. Por fim, ao invés de trotes desumanos, seria mais agradável que cada aluno recebesse os novatos com uma espécie de "trote solidário" como já ocorre em muitas universidades, em que o objetivo não é a gozação e sim, ajudar ou o apresentar a instituições que são relacionadas aos seus cursos, pois, no fim das contas, essa é a postura de um bom profissional.

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